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sexta-feira, 31 de janeiro de 2020

Poema: Flor de Inverno

Flor de Inverno

Flor de inverno
Meu eterno amor
Só como sua beleza,
Muita tristeza,
Sem certeza do que vem.
Prefere o isolamento,
Fria como sentimentos,
Friagem, árdua, nua, crua.
Pétalas caídas de outras estações,
Espinhos que ferem erguem a pele.
Natureza indomável,
Dona de si própria,
Temperamento tranquilo,
Notório de sua sensatez.
Sagaz outra chance jamais.
Estupidamente linda,
Ainda tem a bússola
Dos sonhos definida.
Decisiva, ativa, argumentativa
Rara de se encontrar.
Você não encontra
Em qualquer lugar.
Do sol faz seu brilho,
Entre trilhos e trilhos,
Sem medo do destino,
Continua sorrindo.

Autor: Flaviano Gomes da Silva 

Nunca amei uma mulher como a amei.

terça-feira, 28 de janeiro de 2020

Poema: Retalhos

Retalhos

Faço de minha vida
Retalhos nem sempre
Bem amarrados ou costurados
Mas tento viver
Em paz com meus pedaços
Retalhos de várias cores
Marrom, verde mar
Te amarei outubro
No agosto como colcha
Para acabar com
Meu frio, seu frio
Solidariedade assim seja
Retalhos para me construir
Instruir ser objetivo na peça
Que retalhos da vida
Se faça e abra uma
Peça estendida
Na sala, ou na
porta do quarto
Na capa do sofá
Retalhos
Em construção
De amor ou de sofrimento
Retalhos do coração
Aberta em composição
Feridas sentidas agulhas
Dos meus retalhos
Não fique no telhado
Abra para o  mundo
Veja nos retalhos
Cobre a fase
E a fase...
de retalhos
Mau entendida
Subjugada amarga
Retalhos simples
retalhos em fragmentos
Ligamentos em costura
Pensamentos ao vento
Penso retalhos e seus conjunto
De várias cores
Que me perco no olhar superficial
Ímpeto dos retalhos
Recurso da vida
Que não se acaba
Retalhos
Amargos mal humorados
Meus sinceros retalhos
Meus singelos retalhos
Retalhos da vida
Que eu não entendo não
Nunca entenderei
Simples retalhos
De vários olhares.

Autor: Flaviano Gomes

Poema: Amazônia mãe de todas mães

Amazônia mãe de todas mães



Grande por exuberância
Pura inocência de verdes e etnias
De elegantes e frondosas árvores
Da cura, à sacrifício do ofício
de destruição
Da vegetação pulmonar a resfriamento
Do nosso planeta
Neta que hábita os solos
De índios da terra
considera à mãe de todas as mães
Que tem a missão de cuidar
E honrar o espírito dos ancestrais
Que viveram nessas terras
Que amor não tem preço
E seguir com à vida simples e amazônica
De um povo que bravo e retumbante
De verdade que sua causa
Como tupis e guaranis
São Virtudes magistrais
Passado de sangue à sangue
Com um elo e obrigação dos povos
Manhãs de aves  tranquilas
Pelo gorjear da vida colorida
Rica de vida desde pequenos
Aos enormes e não conhecidos
pelas políticas de devastação
Que homem o próprio condena
No dia do amanhã
Rios belos contaminados
Pelo mercúrio de nossa ignorância
De tanta ganância
Entre à vista que não alcança
Que alcança o futuro como
um deserto
Futuro incerto
Das chuvas intensas
o que vai nos restar
lágrimas e temporal
Dentro de nós
Como consolação de reservas e manejos corretos
Lição para capitalismo
Que insiste e operar e explorar
Das terras que ouro verde
Relíquias naturais e variadas
Das pratas de águas doce cristalinas
De abundâncias que só existe lá
Como um presente dos Deuses
que a floresta floresça e cresça
Seres de lindas almas nobres
Nascem e renasce naquele local
De tantas culturas e moradores
Ribeiros de tão grandiosa e graciosa
E hospedeira por natureza
Com certeza merecia mais respeito
Pela vida que ali cuida
E vive e sobrevive.


Autor: Flaviano Gomes

segunda-feira, 27 de janeiro de 2020

Poema: Recomece

Recomece

Vá em frente de peito aberto
você chegou bem perto
Por que
Desistir agora? Esse verbo
Não combina com você
Persista, insista, vai em frente
Não olhe para atrás, recomece
Isso mesmo recomece
Quantas vezes for preciso
Nada é impossível
tudo é  possível
Veja com outros olhos
Mas nunca perca esperança
E muita ação, recomece
lance ao mundo
Recomece a caminhar, lutar,
estudar, trabalhar
Imaginar futuro
Daqui para frente
Amar, sorrir, ler um
livro qualquer
Que fale de
Recomeço e de amor
De esteja escrito recomece
Um poema que incentive
Uma poesia que faça acreditar
Em você mesmo recomece
Se cair de novo recomece
Se pernas bambearem
No caminho é hora
De recomeçar
Repense lute por aquilo
Que você acredita
Que vai te fazer feliz
No final vai compeçar
Esse tal de recomeço
Enfim, recomece vai
Atrás dos sonhos
Acredite a todo instante
Mantenha a fé
for preciso recomece
Quantas vezes for preciso
No final vai valer apena
Tudo você  que  vai passar
E passou então recomece
O novo recomeço
Recomeço essa é palavra
Ideal para argumentar
Familiarizar, cultivar
De verdade que não
Fique só no vocabulário
Língua portuguesa
Solitária que se usem
E Pratique o recomeço
E se for
Preciso recomeçar
A andar a caminhar
E se for
Preciso recomece!

Autor: Flaviano Gomes

domingo, 26 de janeiro de 2020

Poema: Moça do vestido florido

Moça do vestido florido

Ela estava ali
Eu inquieto
Admirando
Olhando aqueles
Aqueles olhinhos
Aquele olhar
Não resisti
Insisti, fui atrás
Vai que o é amor
Da minha vida?
Batom cor vermelho
Vestido florido
Encantador
Deslumbrante
Bem vibrante
Elegante reagente
Ao coração
Ela rindo meu mundo
É outro, me desloquei
Voltei a sentir um
Inexplicável sentimento amável
Longe de  qualquer  coisa
Que já tinha sentido
Vi ela sorrindo
Dormir pra mim
Hoje vai ser difícil
Impossível,  sensível
Ao toque do coração
vai de batida a batida
Me levando
Cada vez mais                                     
Um lugar para amar
Sem querer
Mas te querendo
Sendo sentido
Ouvido,  ido atrás
De você,  se eu perder a chance
Te fazer feliz
De ser feliz
Eu não faria isso
Eu não perderia chance
Deixa eu te  mostrar
O melhor que
Posso ser
Te ver todo
Dia seria,   bastaria
Te fazer sorrir
Qualquer bobeira
Valeria a pena
Te fazer sorrir
Contagiaria o que sinto
Gíria seria só
Pra você entender
Meu amor
Sentir segura ao meu lado
Te mostraria
Minha melhor parte
Que você faz parte
Te escreveria
Até amanhecer
Só para te declarar
Meu amor
De um segundo
De atenção
Reação do coração
Foi involuntário, foi puro
Humildade e orgânico
Te guardaria, o  pensamento
Realmente mente
Não vou te esquecer
Sorriso,  batom vermelho
Vestido florido lindo
Cabelos soltos
Instante para contemplar
Te amar
Até sol raiar.

Autor: Flaviano Gomes

sábado, 25 de janeiro de 2020

Poema: Procuro um Amor

Procuro um Amor

Eu procuro um amor
Que seja lindo
Dividindo um coração
Seja diferente perrante
Aos meus olhos
Mergulhos que não deram
Certo mas eu não desiste ainda
Que seja totalmente
Diferente que eu já amei
Desejei imperfeito
Perfeito é ilusão
Luz para meu túnel
Anel fique no dedo
Para sempre, ou mais tempo
Possível sensível ao toque
Leve toque arrepia devagarinho
Beijos e carinhos trocas de olhares
Que te amar até debaixo da chuva
Não precisa de cenário perfeito
Nem horário acertado
Que seja rua,  que leve para lua
Prefiro imperfeito perto de parede
Pichada, ou no porte, na praça
Que seja culpa do acaso
Que tenhamos casos para contar
Até na velhice
Para vida inteira, que não
Fique na plateleira
Borrar seu batom,  não seu coração
Amar beijar  seu ombro
Até você arrepiar tirar seu ar
Você vai ver, te amarei se errei
O jeito de fazer
Me perdoe!
Por não ser cara ideal
Romance ideal
Sofá, na escada, na sala está
Estarei lá te esperando
Por aí...
Lugar qualquer
Não importa
Que seja Você
Destino da um jeito

Nome: Flaviano Gomes


sexta-feira, 24 de janeiro de 2020

Poema: Por onde anda esse cara?

Por onde anda esse cara?


Ela me ligou de manhã
Retornei a ligação
Três vezes, ela me esqueceu
Na gaveta de meias, eu sozinho lá
Dentro da gaveta sem poder
Fazer nada, nada mesmo
Só observar, curvar o coração
Sentimento latente
Não pense, que eu não
Tentei esquecer ela
Tentei, nada adiantou
Entre pensamentos e lamentos
Ela me esqueceu!
 De hora pra outra
Ou ilusão
Minha totalmente minha
Pensares do coração
Sentiu só feriu
Ela sorriu quando me
Descrevi-me
Ela não parava sorrir
Tudo engraçado
Meu coração engraçado
Despedaçado, arrasado
Amarrado que nem
Um cardaço
Enganado pelo sorriso
Lindo de se ver
Tal vez ela pense?
Por onde anda esse cara?
Da calça marrom bombom
Do boné preto, seus olhos
Ela deve pensar?
Pelo menos por um segundo
Deve pensar
Sim, ela deve pensar
Eu penso, porquê?
Ela não pensaria
Depois dos poemas
Mais consideração
Menos paixão
Me enganaram batidas
A cada batidas no peito
Nem ligou?
Nem ligou?
Nem procurou saber
Se estou bem
Meu bem, nem isso
Por anda você
Me pergunto: nas horas
De solidão com
Copo de café na mão
Chuveiro pensando
Em você, puro prazer
Está ao seu lado
Falando com você
Sua voz trás você
De jeito difícil explicar
E só sentir mesmo
E verbo amar não
Não, não...
Melhor deixar pra lá
Tentar te esquecer
Pra não enlouquecer.

Autor: Flaviano Gomes