As palavras mais belas e tristes
Se disser que te amo, adoro
Na presença significativa
À luz das estrelas retinta
Um amor vivo que sinto diante
Dos meus olhos na magnitude
De uma equação que compõe
Todo antes do toque, da carícia
Bem mais profundo que deveria
Dizer ao pé do seu ouvido, vindo
De mim algo que marca antes do
Beijo que elimina o ser sozinho
O eu-lírico composto de vastidão
Talvez eu seja só um homem
Ambicioso nada mais além do
Que isso que sente de mais ama
De mais, mas eu digo sem amor
Sou um nada nesse infinito universo
Uma dor que estreita que tentativas
Abissais de curar essa ferida que
Sangra que chega dizer as coisas
Mais lindas do dia, algo que eu
Quase perdia, quem diria que aquele
Menino risonho que cresceu tem
Um sonho de salvar esse mundo
Um poeta solitário e vagabundo
Que ama tanto a ponto de escrever
As palavras mais belas e tristes
Mesmo assim resiste a esse mundo
Bruto à qual eu luto contra entraves
Da vida que fica mantida na esquecida
E vazia poesia urbana, ferida social
Antes de eu amar sou esse ser que vive.
Autor: Flaviano Gomes da Silva
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