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sábado, 20 de julho de 2024

Poema: Numa manhã de sábado

 


Numa manhã de sábado 


Ela olha pra mim, sem um começo e fim

Eu olho para ela tão bobo assim 

Como se eu devorasse sua alma nua

Que loucura, mantendo a ternura 


Eu pintaria a lua de outra cor

Só para gente repetir o doce amor

Que seu corpo me aqueceu 

De forma única, tão bela quanto rara


Decorasse com flores vermelhas 

Nosso lar para beijar sua boca

Na nossa forma mais louca de amar

Intensa, poética, de um vagabundo 


Você sorri com boca vermelha 

De aventura, se espelha, derrubaria

Sua insegurança e plantaria

No seu coração amor e esperança 


Numa manhã de sábado, de sol tímido 

Um beijo, um sorriso lindo, incontido

Já me desmontaria o tal do poeta

E parti desse dia eu só sorria, essa é meta.


Autor: Flaviano Gomes da Silva 


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