Numa manhã de sábado
Ela olha pra mim, sem um começo e fim
Eu olho para ela tão bobo assim
Como se eu devorasse sua alma nua
Que loucura, mantendo a ternura
Eu pintaria a lua de outra cor
Só para gente repetir o doce amor
Que seu corpo me aqueceu
De forma única, tão bela quanto rara
Decorasse com flores vermelhas
Nosso lar para beijar sua boca
Na nossa forma mais louca de amar
Intensa, poética, de um vagabundo
Você sorri com boca vermelha
De aventura, se espelha, derrubaria
Sua insegurança e plantaria
No seu coração amor e esperança
Numa manhã de sábado, de sol tímido
Um beijo, um sorriso lindo, incontido
Já me desmontaria o tal do poeta
E parti desse dia eu só sorria, essa é meta.
Autor: Flaviano Gomes da Silva
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