Que incendeia, acende as estrelas
Quando os dias difíceis lacrimejarem
Serei um viajante com orgulho e fôlego
Viajante de um tempo de paz e amor
Com um ardor incontestável à deriva
De um mar de tremores loucas angústias
Assim serei eu: porque há vida e sonhos
No espaço de luz que incendeia acende
As estrelas, todo o continente injustiças
Serei esse sonhador que inflama na minha
Própria lama que falece do meu insaciável
Ego serei peregrino da mais embriaguez do
Mais contido prazer de ser tão interrogante
De um prisma contemporâneo de um oceano
De possibilidades reais que se negar a mim
Mesmo sou incapaz de ferir, quem eu sou?
Talvez soei contraditório assim seja notório.
Autor: Flaviano Gomes da Silva
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