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quarta-feira, 22 de janeiro de 2020

Poema: Botão

Botão

Se humildade
Fosse
Pelo menos
Do tamanho
De um botão
Essa vida não passaria em vão
Quão grande sou?
Do tamanho de um botão
Acho que não!

Autor: Flaviano Gomes

sábado, 18 de janeiro de 2020

Poema: Beijo na Chuva

 Beijo na chuva


Na chuva o corpo arrepia
O batimento tropeça no ritmo
O seguro vira impulsivo
Sentimento fica vivo
Dos seus cabelos molhados
Os cachos minhas mãos os carícia
Fazem o momento único
A chuva de prata
Noite Cinzenta melancólica
Mais Alegre
Dos casacos encharcados
Loucos apaixonados
Da noite que parece
Não vai ter fim
Do silêncio dos corpos
Só barulho da respiração ofegante
Do som da chuva caído
De manso a minha boca
Procura sua boca
No momento sublime
O beijo acontece
Água escorrendo pelo rosto
Do doce,do sal 
De seu beijo
Me entreguei por inteiro.

Autor:  Flaviano Gomes da Silva 

sexta-feira, 17 de janeiro de 2020

Poema: Van Gogh

Van Gogh

Louco incompreendido
Perdido na genialidade
Veloz, feroz,  arquitetando
Tentando mostrar
Ser que existe além
Do ar e da Terra
Arte com instrumento
Aliviamento
Distorções noções proporções
Diâmetro, suavidade
Azul incomparável
Amável, genuíno
Botas com asas
Imaginação, você se perde
Nesse mundo
A loucura da perfeição
Aperfeiçoamento ligamento
De cores e pinceladas
Atadas, amaradas, amadas
Que não para
Nossa distância
Atemporal e contemporâneo
Ânsia de criar pintar
Louco incompreendido
Divido em dois mundos
Lúcido e dos seus devaneios
Loucuras são curas
Turbilhão de lucidez
E sem lucidez sagaz
O difícil fica fácil
Na mão solitária
Intelectual atual
Mistura sentimental
magistral o traço do sol
Van de genial
Céu Cintilado
De amarelo
Que nem um véu azul
Pura luz, luz que caminha
Entre os traços das pinceladas
Perfeição bem perto
Se existe ela!
Ornamental de cores
Gogh cheio de luz
Louco?
Gênio?
Sublime?
Humano?
Artista?
Pintor?
Doido?
Simplesmente Van Gogh.

Autor: Flaviano Gomes

Poema: O não, junto com coração

O não, junto com coração

Mandei boa noite
E um coração
Era sinal que
Não queria
nada não
Fiquei no vão
Na escuridão
Mas lembrei
Do meu coração
Que perdeu
Acordeão
Canção linda
Foi ela então
Não volta mais
Não ficou
assim então
Um Aprendiz
Um escrivão
Coração vazio
Um vadio de solidão.

Autor:  Flaviano Gomes

quinta-feira, 16 de janeiro de 2020

Poema: Medo de Amar

Medo de amar

O toque dos dedos
Entrelaçados
Olhar desvia
Sem querer
Por querer
Porquê?
Retórica rica
Em detalhes
Que vejo até covinha
Do seu rosto o jeito que
Sorrir faz me sentir
Diferente contente
Tente não fugir de mim
Fique e me ame
Fique e não fuja
Você deslumbrante
Você que me atraí
me atraí traz paz
Especial surreal
Meu querer
Medo de que?
De se apaixonar
Machucar iludir
Devolva minha paz
Medo?
Só detalhes, detalhes
Que se encontra
No caminhar qualquer
lhe entro me
E te espero
 Deixe nossas alma
Se encontrar
Se entregar
Corpo como
Beijo bom
E coração
Medo?
De se amar
De se apaixonar
Namorar ver
Sol nascer
Meu bem querer
Medo tenho também
Não minto insisto
Chegar a ter agonia
Sozinho tenho medo
Medo de ficar
Sem você
Medo de amar
Não nem
Um pouco
Preciso de te
Pra ser fazer feliz
Pra te fazer feliz
Serei capaz
te fazer feliz?
Só tempo vai dizer
Meu jeitão Desegoçado
Tão sentimental
Fora do normal
Vai dizer...
Te querer ao meu
Cadeira vai ter alguém
No coração também
Sorrir rir ao seu lado
Motivo não precisa
Preciso de você
Nada mais.

Autor: Flaviano Gomes

Poema: Perfeito do imperfeito

Perfeito do imperfeito

Sem boné é imperfeição
Sem batom é imperfeição
Do imperfeito mal feito
Cor perfeita vermelha
Batom?
Sem batom você fica linda
Com batom fica perfeito
Do imperfeito
Da camisa de grife
De gola, não me amola
De gráfica fica perfeito
Imperfeito feito imperfeito
É vaidade?
Sim ou não
Eis, questão?
O x da equação!
E a busca exesantante
Da perfeição, que não há
É nítida ilusão, resolução
três dimensões
ações valores
Pavores por não ser igual
A ela!
A ele!
Custo, lucro vem da ilusão
Dos iludidos que são entendidos
Entendidos?
Cegos pela busca da perfeição
Como automóvel zero na mão
Capital com perfeita
Harmonia humana
É o dinheiro, amplo plural
Que ele trás, pensam algo mais
É o dinheiro
O letreiro está escrito
Perfeição do imperfeito
Isso é muito feio!
Eu acho bonito, lindo
Lendo revista e jornais
Propaganda e comerciais
Mas prefiro os imperfeitos
Feitos de carne e osso
Luxo no esgoto
Gosto?
Todo mundo tem
Motivo qualquer
Andar caranga qualquer
Feliz sua perfeição
Me desculpa outra vez
Mais uma vez sem razão
Combustível na mão
Para ir a um lugar que seja perfeito.
Não há!
Fotos, viagens, fotografia, par perfeito,
Redes sociais, filtro na fotografia
Feito um outro, ortografia
Versos e poesia
Imperfeito tudo se  ajeita
Se  completa
Sem pressa, vai devagar
Que nem ondas do mar
Perfeito não há
Perfeita sintonia
Que irônia?
Perfeito não há
Perfeição busca
Sem razão
Da perfeição
A perfeição é ilusão
Mas imperfeição todos
Somos perfeitos nela.
Na imperfeição
Essa verdadeira
ação e projeção
Linda demais.
A imperfeição do perfeito
Olhos?
Bocas?
Dentes?
Narisis?
Cabelos?
Rostos?
Corpos sem sentido
Para você
Sombrancelhas?
Se espelha em você
Não outros
Loucos?
Fico até sem jeito
Com esse tal do perfeito
Que não é feito pra mim.

Autor: Flaviano Gomes







Poema: Meu Cajuzinho

Meu cajuzinho

Meu cajuzinho tão calmo
Meu cajuzinho tão linda
Meu cajuzinho cabelos encaracolados
Enfeitadas com fita
Linda poesia
Me incentiva a acreditar, amar
Meu cajuzinho sorriso tímido
Meu tímido mas muita beleza
Contemplado, admirável
Tão sensata e tranquila
Se desse um beijo eu me derreteria
Meu cajuzinho me leva onde você for
Meu cajuzinho me muda de lugar
Me bagunça e troca tudo do lugar
Meu cajuzinho adoro seu olhar
Cabelos para eu carícia
Cachos para mim amar
Para mim aconchegar
Cajuzinho te faço essa poesia
Em forma de carinho
Melodia para os meus dias
Que não termina melancolia.

autor: Flaviano Gomes da Silva